Rio Grande do Sul, 2125

“Rio Grande do Sul, 2125” é um concurso literário criado para incentivar a produção escrita e a imaginação de novos autores e autoras. A proposta convida o público a criar contos inéditos que explorem futuros possíveis — sejam eles utópicos, distópicos ou híbridos — para o estado do Rio Grande do Sul no ano de 2125.

Com inscrições gratuitas e totalmente online, o concurso busca democratizar o acesso à criação literária, permitindo que participantes de diferentes perfis e regiões possam imaginar e narrar seus próprios futuros para o estado. Os contos podem abordar, de forma direta ou simbólica, temas sociais, políticos, culturais, ambientais ou tecnológicos, desde que situados nesse cenário futurista.

A seleção resultará em uma coletânea especial com 20 textos, publicada nos formatos impresso, digital e audiolivro, ampliando o alcance da produção literária contemporânea e fortalecendo o diálogo entre literatura, criatividade e visão de futuro.

Curadoria

A seleção contará com um Conselho Curatorial formado por três escritores de destacada atuação no cenário literário. Eles serão responsáveis por analisar cuidadosamente as obras participantes, considerando critérios como originalidade, qualidade estética e relevância artística, e por decidir quais propostas serão premiadas.

Gabriela Leal

Escritora, natural de Porto Alegre, reside atualmente em Lajeado (RS). Autora do livro A Língua da Medusa (Zouk, 2022), tem participado ativamente de coletâneas literárias recentes, como Quebra-Ventres (Periférica, 2023), Das histórias que sabíamos e um pouco mais (Libélula, 2023), Inveja (Periférica, 2024) e Leopardo (Zouk, 2025). Sua produção literária tem sido reconhecida em diversos prêmios: foi finalista do AGES 2023 e do Mozart Pereira Soares 2024, ambos na categoria narrativa curta, e vencedora dos prêmios Açorianos 2023 e Minuano 2024, também com narrativas curtas. Com uma escrita que transita entre o íntimo e o simbólico, Gabriela Leal vem consolidando seu nome na nova geração de autoras da literatura contemporânea gaúcha.

Samir Machado

Escritor, tradutor e designer editorial. Mestre em Linguística e Letras pela PUCRS, é autor de obras premiadas como Tupinilândia (Todavia, 2018), Homens Elegantes (Rocco, 2016) e O crime do bom nazista (Todavia, 2023). Vencedor do Prêmio Jabuti (2021), do Açorianos de Literatura (2017) e do Minuano de Literatura (2019), também traduziu autores como Agatha Christie, Ray Bradbury e H. R. Haggard. Foi um dos fundadores da Não Editora e atuou como editor e designer em diversos projetos literários. Atualmente, integra grupos de pesquisa em Escrita Criativa na PUCRS e desenvolve estudos sobre o processo de criação na literatura brasileira contemporânea.

Mauro Paz

Escritor, roteirista e redator publicitário. Mestre em Teoria Literária pela PUCRS, é graduado em Letras e possui pós-graduação em Escrita Criativa e Criação Publicitária. Também tem formação em Cinema pela Academia Internacional de Cinema (São Paulo). Com uma trajetória de mais de 14 anos dedicada à escrita, publicou quatro livros de ficção e desenvolveu roteiros para curtas, longas e séries. Foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com os romances Entre lembrar e esquecer (2018) e Quando os prédios começaram a cair (2024). É autor selecionado pelo projeto Autor Presente, do IEL-RS, nos anos de 2013 e 2025.